Processo seletivo: devo ou não considerar as redes sociais dos candidatos?

As redes sociais podem ser muito positivas em alguns aspectos e totalmente negativas em outros. Infelizmente, muitas pessoas já perderam emprego por ações online indevidas e outras muitas também perderam a oportunidade de conseguir o emprego dos sonhos pelo mal comportamento nas mídias sociais! 

Alguns defendem a utilização das redes sociais como uma maneira de conhecer melhor o candidato e acreditam que é uma maneira válida de avaliação. Já outros acreditam que os gostos pessoais não são relevantes e também não definem como será a atuação e habilidades profissionais do candidato. 

É um assunto que divide opiniões tanto dos recrutadores quanto dos candidatos. Para uma boa avaliação, apresentaremos ao longo do conteúdo o pontos positivos e negativos da avaliação das redes sociais no processo seletivo. 

Avaliação das redes sociais do candidato: é bom? 

Avaliar como o candidato se porta nas redes sociais é uma forma que muitos recrutadores acharam para saber mais e se aproximar dos possíveis novos empregados. Analisar os conteúdos que postam, interações, lista de conhecidos, nível de exposição, entre outros aspectos pode ser tornar rotina dos profissionais de recursos humanos. Vamos entender quais são os lados positivos e negativos dessa novidade. 

Lado positivo 

Um ponto positivo é a proximidade dos recrutadores com os candidatos. Isso porque, anteriormente o setor que cuida das contratações das empresas, tinham apenas o currículo de um profissional para analisar e às vezes indicação de alguém. Com as redes sociais, há a possibilidade de uma primeira avaliação, antes mesmo das tradicionais entrevistas. O recrutadores conseguem analisar alguns dados mais pessoais dos candidatos, como objetivos para a carreira, aspirações, se é uma pessoa extrovertida ou introvertida, como se comunica, entre outros relevantes aspectos.

Vale lembrar que esta análise seria apenas um complemento no processo seletivo, que não deverá dispensar um aprofundamento das avaliações com o contato inicial, entrevistas presenciais, avaliação de algumas habilidades etc. Este opção seria apenas para checar algumas informações inicialmente para saber se o candidato tem o perfil da empresa e será uma opção relevante para a vaga. 

Com isso, o processo seletivo se torna mais rápido e eficiente, já que selecionará para a primeira fase somente os perfis mais adequados, evitando perda de tempo nas próximas etapas. Os processos seguintes ainda são cumpridas em um menor espaço de tempo e com um custo muito baixo.

Além dos pontos apresentados, com as redes é possível chegar mais facilmente a um contato e também identificar outros possíveis candidatos, como na rede Linkedin, por exemplo. As pessoas expõem nas redes sociais como pensam, como agem, do que gostam e o que querem e ainda conseguem criar uma rede de network, por isso pode ser uma ótima opção para recrutadores que buscam profissionais qualificados e com perfis alinhados com as empresas.

Lado negativo

Além disso, caso uma empresa decida prosseguir com essas análises, precisa ser algo visando a ética para evitar que preconceitos e preferências pessoais dos recrutadores atrapalhem na seleção. Este é um dos pontos mais importantes nessa discussão, já que pela constituição brasileira, o RH e os empresários brasileiros são proibidos de deixar de contratar alguém por descriminalização por idade, sexo, raça, opção sexual, religião e outros. Desta maneira, analisar as redes seria uma invasão de privacidade e que não há necessidade de trazer isso para o âmbito empresarial pois incentivaria ainda mais o preconceito por busca de aparência, cor, gênero e outras características de personalidade.do negativo 

Por outro lado, há alguns pontos negativos que devem ser levados em consideração. Muitos acreditam que esta prática não é ética e pode ser considerada como invasão de privacidade. 

Ainda existe a questão de que nem todos os candidatos têm contas ativas ou constantemente alimentadas. Há quem diga que alguns conteúdos em redes sociais que não definem a personalidade ou indicam como será o comportamento profissional do candidato. 

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